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De Manuel Horta
Manuel Horta, nasceu em Almada em 1970.
Realizou o Curso de Mestrado em Escultura, na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.
Realizou o Curso de Licenciatura em Artes plásticas – Escultura, na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.
Expõe regularmente desde os anos 90. Das recentes exposições individuais, destacam-se «Avarias» (em espaços do I.P.J.; Espaço Zaragata em Setúbal, 2004), «Respostas» (intervenções simultâneas em três espaços na Póvoa de Varzim, 2007).
Participação na exposição colectiva “Dispersão” Fórum Cultural de Cerveira, em Junho de 2008.
Participação no Serralves em Festa 2008, com o projecto Acção Vinil com Laranjada. Participação no Projecto “Arte na Rua Pintar o Futuro” (Projecto de Intervenção comunitária, ao abrigo do Programa Escolhas) – com o trabalho Carro dos Moletes, em 2009.
Exposição individual na Galeria Painel – Porto de 2 a 24 de Abril, em 2011.
Desde o ano 2000, que desenvolve actividades e Projectos de Artes Plásticas em Projectos de Intervenção Comunitária.
Trabalhos que resultam da exploração de conceitos como: resíduo, consumo, acção, espaço e que envolveram a recolha e reutilização de materiais (ex: alumínio) e o contacto com materiais e tecnologias como a pedra a madeira, cerâmica e meios áudio visuais.
O “molete” assume o papel de resíduo que alimenta o capital e não retira a fome, elemento que se torna alvo da industrialização, um excedente.
“Molete” e “altos tachos” são expressões da língua portuguesa ilustrativas dos conceitos utilizados, questões da oralidade que separam pessoas, “palavras-chave” próprias em diferentes culturas que são reconhecidas nos seus contextos.
O constante fazer migalhas: a acção humana; a escala e o espaço. O resultado são migalhas, resíduos, registos do consumo, que se produzem e podem tapar os buracos do passado.
Os altos tachos (figuras simbólicas do capital e do poder) mudam o cenário em que a humanidade assenta as sociedades, dificilmente os alcançamos.
A acção humana e a produção de resíduos (negativos de objectivos) permitiram-me questionar e testar materiais quanto aos conceitos explorados e a plasticidade, surgindo possibilidades futuras.
O resíduo, a sobra como uma representação da humanidade dividida por fendas socioeconómicas, impondo a si mesma (à humanidade) modelos culturais que assimilam lançam e relançando imagens, difundidas nas novas tecnologias de comunicação servis ao consumo e ao lucro económico garantido, demarcados estão aqueles que facilmente ardem, consumidores garantidos indispensáveis à estratificação sócio económica das sociedades.
O desenvolvimento tecnológico democratiza/disfarça e formata o desequilíbrio socioeconómico, impulsionando a humanidade para a procura constante de novas possibilidades/experimentação; a sobrevivência como qualidade de vida?
Manuel Horta
De 14 de Janeiro a 11 de Fevereiro
Na galeria da Biblioteca Municipal
Ver também:
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Folheto da exposição
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Galeria de imagens
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